- 15/04/2010 | De volta aos melhores tempos
- 17/02/2010 | O retorno do bom (e velho?) Schumacher
- 04/12/2009 | CASA NOVA, CARRO NOVO
- 04/12/2009 | O IMPORTANTE É COMPETIR
- 13/07/2009 | Temporada temporã
- 02/03/2009 | Prova mais difícil
- 14/02/2009 | Férias corridas
- 09/12/2008 | Deixou ou não?
- 17/11/2008 | Por dentro de um F-1
- 10/10/2008 | Cobrança no fim de semana
- 08/10/2008 | Pista em festa
- 30/03/2008 | Assim é possível compreender
- 25/02/2008 | Condução Própria
- 19/10/2007 | A grande polêmica
- 19/10/2007 | Show de circo
- 19/10/2007 | E as ultrapassagens?
"Imagina, ele está ficando velho e nunca deixará a Ferrari." Enquanto a volta de Michael Schumacher não passava de um boato, a frase soava como uma verdade pétrea. Passada a fase de estupefação, já se ouvia aqui e ali um "é verdade, ele gosta mesmo é de competição e não consegue achar um lugar para descarregar as energias, mas após três anos longe do cockpit de um F-1 deve estar enferrujado..." Até que, no fim de dezembro, já como fato possível e assimilado, após várias declarações positivas de pessoas ligadas à F-1 sobre o retorno, a Mercedes confirmou a contratação de Schumacher para 2010.
É verdade que a aprovação não ocorreu em uníssono. Não faltaram pilotos afirmando que Michael estaria cometendo um erro, que pode manchar a imagem de heptacampeão caso não vença. Button foi um deles - em minha opinião, mais preocupado com a concorrência que com o bem-estar do alemão. Outro foi seu companheiro, Nico Rosberg. Tudo bem que as críticas foram logo no começo dos boatos, ou seja, tentou proteger sua posição na equipe. Após a confirmação, Nico mudou o tom e passou para o protocolar discurso de boas-vindas. Sem dúvida ele foi o maior prejudicado com a volta de Schumacher, perdendo o título de "piloto da vez" para ser só o companheiro do grande campeão.
E, de modo geral, a primeira pergunta que muitos fazem é se ele voltará para a F-1 com a mesma capacidade e velocidade. Eu posso dizer o seguinte. O grande ponto forte de Schumacher é o talento natural. Isso ficou evidente para todos na F-1. Ele era imbatível nas curvas de alta velocidade (era o único piloto que fazia certas curvas "cravado", enquanto todos os outros tiravam o pé do acelerador), andava no limite já nas primeiras voltas de um treino de sexta-feira (mesmo com pista suja, em traçados desconhecidos de novos autódromos etc.) e possuía um controle do carro de fazer inveja.
E até mesmo no Desafio das Estrelas, corrida de kart organizada pelo Felipe Massa, o alemão mostrou que está em forma. Ele já havia vencido em 2007 e ganhou de novo no fim de 2009. Tudo bem, estamos falando de uma corrida de kart, mas com um grid com pilotos de ponta como Massa, Rubinho, Piquet, Di Grassi e Kanaan, entre outros. Nada mau para quem está "aposentado" desde o fim de 2006.
Quanto ao carro da Mercedes, sabemos que potencial não falta. Atuais campeões (ex-Brawn GP), com o apoio da estrutura e dos recursos da Mercedes, o time tem tudo para construir um carro vencedor. Fora isso, o sucesso da dupla Schumacher/Brawn dispensa comentários. Afinal, Michael foi sete vezes campeão com Ross (na Benetton, em 1994 e 1995, mais os cinco títulos na Ferrari). A concorrência de McLaren, Ferrari e RBR será muito forte, mas mesmo assim eles começarão o ano entre os grandes favoritos.
Assim, acredito que Michael voltará com sua total capacidade. A velocidade será a mesma, a vontade de competir parecida com a de um estreante e, aos 41 anos, não vejo a idade como um problema, já que seu preparo físico é de nível atlético, quarentão com "corpinho" de 30. Obviamente, os resultados dependem do carro, mas o piloto Schumacher será o mesmo de sempre. Superdotado, arrojado e determinado a vencer. É minha aposta.

